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Fama de mau pagador e na zona de queda: as dificuldades do Santa Cruz para se reforçar

Antes, a necessidade de contratações no Santa Cruz era tratada como algo relacionado à qualificação do elenco para brigar pelo acesso. Agora, o dia 18 de setembro, prazo final para a inscrição de atletas na competição, reflete a urgência da sobrevivência. Missão complicada pela grave crise financeira que atravessa o Tricolor. Além de reduzir a possibilidade de “convencer” atletas mais qualificados para a reta final da Segundona, o risco de perder peças é grande.
A última segunda-feira resume bem a dificuldade e o risco. Teve uma chegada, uma saída. Para a defesa coral, desfalcada desde a dispensa de Jaime, foi anunciado Alison. O atleta de 33 anos estava no Ituano, da Série D, sendo conhecido do futebol pernambucano – atuou no Náutico entre 2012 e 2013. O jogador chega ao clube com o aval de Givanildo Oliveira, com quem já trabalhou no América-MG em 2015 e 2016.
A baixa sofrida, a primeira vista, parece pesar mais. O volante Elicarlos seguirá o mesmo caminho do lateral-esquerdo Roberto. Trocará o Santa Cruz pela Chapecoense, que está na Série A e é comandada pelo técnico Vinícius Eutrópio. A saída foi confirmada ontem pelo empresário do atleta, Constantino Júnior, homônimo do vice-presidente coral. “Já chegamos a um acordo com o Santa Cruz e ele viaja amanhã cedo para Chapecó. Por isso nem treina mais hoje (ontem)”, afirmou.
Alguns aspectos dificultam a busca de reforços. Todos relacionados ao grave momento financeiro que atravessa o clube. O Santa coleciona dois meses de salários atrasados. Fica complicado trazer reforços quando ainda se tem dívidas com o atual elenco. A fama de mau pagador, de alguma forma, também afasta alguns atletas. Nesse contexto, Grafite é uma exceção. Só chegou ao clube por ter uma ligação forte com o Santa Cruz e desejar encerrar a sua carreira no Arruda. Outro fator que atrapalha são as opções disponíveis.
O mais óbvio seria buscar reforços na Série A, ir atrás de atletas que têm tido poucas chances. Porém, os mais qualificados dificilmente vão assinar com a Cobra Coral. Uma solução poderia ser tentar atletas da base desses clubes, mas seriam apostas, e nesse momento o clube necessita de reforços efetivos.
Restariam as Séries C e D. Locais que se pode encontrar atletas com maior facilidade, mas, via de regra, com qualidade aquém das necessidades corais. Além disso, a colocação do time atrapalha. Dentro da zona de rebaixamento e com cerca de 50% de chance de ser rebaixado, o Santa Cruz sabe que seduzir qualquer atleta com esse tipo de pressão é complicado. Algumas contratações recentes comprovam essa dificuldade: o lateral-direito Alex Travassos, que estava na Série D, chegou ao Arruda e já foi dispensado. Outros exemplos são o zagueiro Sandro, que vinha sem chances no Ceará, e o próprio Alison, anunciado recentemente.

Da Redação

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