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Compromissado com o Palmeiras, Zé Roberto chora ao falar da Portuguesa

Em meio a tantos torcedores pedindo para que defenda a Portuguesa na disputa da Série A2 do Campeonato Paulista, era impossível Zé Roberto ficar sem jeito. O apoio incondicional dos lusitanos que foram ao Canindé na noite desta quinta-feira para acompanhar o ex-jogador em seu retorno ao palco que o projetou como profissional, no entanto, não foi suficiente para que ele desistisse de assumir o cargo de gestor técnico no Palmeiras.

Pelo fato de o acordo com o Verdão já ter sido firmado há um tempo, Zé Roberto crê que será muito difícil atender ao pedido de todos da Portuguesa. Já o presidente Alexandre Barros aposta que o veterano poderá conciliar sua função no Palmeiras com o seu compromisso com a Lusa, uma vez que a competição dura apenas três meses – entre janeiro e abril. O mandatário está disposto, inclusive, a conversar com os dirigentes alviverdes sobre a questão.
“Esse pedido me deixa lisonjeado. É motivo de muita alegria receber o carinho que estou recebendo. Se o pedido viesse antes de me comprometer com o Palmeiras, com certeza, da minha parte não teria nenhum problema, disputaríamos o campeonato pelo clube, até pelo desejo que sempre tive de encerrar a carreira no clube que a iniciei”, disse Zé Roberto após a vitória por 2 a 0 sobre a Portuguesa Londrinense pela Copa Rubro-Verde, quadrangular preparatório para a temporada de 2018.
“Esse pedido já não cabe mais a mim, já estou exercendo a minha função no Palmeiras. Domingo vamos fazer a final do quadrangular e depois da final o Alexandre teve a ideia de falar com o presidente Maurício [Galiotte] para ver se existe essa possibilidade. Hoje não existe a possibilidade, mas a respeito do que possa acontecer, aí já vai depender do contato entre os presidentes”, prosseguiu.
Apesar de não se deixar levar pela emoção quando os torcedores só faltaram implorar para que vestisse a camisa da Portuguesa na Série A2, Zé Roberto deixou o coração falar mais alto em certo momento da entrevista coletiva. Vice-campeão brasileiro de 1996 com a Lusa, o ex-jogador foi às lágrimas ao relembrar sua trajetória no clube.
“Foi uma volta ao tempo. Domingo quero chegar um pouco antes, porque quero ver o contrato que eu assinei. Está no museu, isso para mim é mais que título, mais que fama, mais que dinheiro. É uma coisa que vai ficar marcada na minha carreira”, afirmou, sem conter o choro,  o atleta que entrará em campo novamente para disputar a final da Copa Rubro-Verde, contra a Portuguesa do Rio de Janeiro.
“Para eu chegar onde cheguei, tive que passar por esse processo, passar pelo areião, assinar meu primeiro contrato. Para quem saiu da periferia de São Paulo, hoje estar no clube que me projetou é muito bom. É voltar no tempo de quando jogamos o Brasileiro de 1996, de quando encontramos o aeroporto lotado mesmo não conseguindo vencer [a final]. Eliminamos Cruzeiro, Atlético-MG, até chegar à final. Isso traz à tona a esperança de que a Portuguesa pode voltar a ser o que era antes. A Portuguesa sempre teve torcedores apaixonados”, concluiu.

JOGO

Em campo, a Portuguesa de São Paulo venceu a xará de Londrina por 2 a 0, e garantiu vaga na decisão da Copa Rubro-Verde, que acontecerá no próximo domingo. O adversário será a Portuguesa Carioca, que venceu a Portuguesa Santista nos pênaltis, por 5 a 3, depois de empate por 2 a 2 no tempo regulamentar. Já a Briosa e a Londrinense voltam em campo no domingo para a disputa do terceiro lugar.

Da Redação

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