Araçatuba

Aumento das multas de trânsito em Araçatuba é de quase 40%

Cidade com uma população estimada em 194.874 pessoas, de acordo com o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), Araçatuba sofreu um salto no número de multas aplicadas nos últimos dois anos.

É o que mostra dados divulgados pela Polícia Militar. Em 2016, a PM aplicou 10.993 infrações de trânsito na cidade. Em 2017, esse número passou para 15.373, um aumento de 39,84%.

Acompanhado a isso também está o aumento na frota de carros, motos e caminhões na cidade, que há três anos vem registrando alta de aproximadamente três por cento. Até novembro do ano passado, o Denatran (Departamento Nacional de Trânsito) contabilizou 167.174 veículos no município.

A maior irresponsabilidade no trânsito e o aumento da frota veicular também tiveram reflexos no número de acidentes de trânsito registrados na cidade.

Dados da Secretaria de Segurança Pública mostram que em 2017, 1.469 registros do tipo foram feitos pela Polícia Civil. Apesar disso, a Polícia Militar acredita que o número de acidentes possa ser muito maior do que o divulgado.

“Há grande subnotificação dos acidentes de trânsito, ou seja, as partes não acionam a equipe policial para atendimento, em especial nos casos em que não resta lesão corporal em nenhum dos envolvidos ou quando alguns dos veículos estão com irregularidades nos documentos”, afirma o tenente da Primeira Companhia da Polícia Militar de Araçatuba, Marcelo Spina.

REDUÇÃO
Já a Guarda Municipal reduziu a aplicação de multas referentes à falta do uso do cinto de segurança. Dados divulgados pela Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana indicam que em 2016, 14.085 condutores foram flagrados dirigindo sem o cinto. Já no ano passado foram registradas 11.985 autuações do mesmo tipo, uma redução de 2.100 multas.

Entretanto, o número de passageiros flagrados sem o cinto de segurança aumentou no mesmo período. Em 2016 foram aplicadas 1.049 multas. Um ano depois o percentual subiu para 1.528 autuações.

PREÇO
Mesmo com o aumento dos preços nos valores das multas em novembro de 2016, ainda falta conscientização aos motoristas. A infração gravíssima, que antes tinha multa no valor de R$ 191,54, custa atualmente R$ 293,47, além da perda de sete pontos na carteira. É o caso do motorista que dirigir falando ao celular.

Já as multas consideradas graves custam R$ 195,23. Anteriormente, o valor desta penalidade era de R$ 127,69. É o caso do motorista que dirigir sem o uso do cinto de segurança.

Para infração média, o valor passou de R$ 85,13 para R$ 130,16. Já as infrações leves, que custavam R$ 53,20, passaram a totalizar R$ 88,38.

O coordenador-geral de Planejamento Operacional do Denatran, Carlos Magno, esclarece como é distribuída a receita arrecadada com a cobrança das multas de trânsito. “O artigo 320 do Código de Trânsito Brasileiro é bem claro quanto à aplicação da receita decorrente da arrecadação de multas de trânsito, devendo ser destinadas a atender exclusivamente a despesas públicas como sinalização, engenharia de tráfego, engenharia de campo, policiamento, fiscalização e educação de trânsito. As receitas não podem ser aplicadas em outras finalidades, em outras situações que não sejam essas”, explicou o coordenador.

Vitor Moretti

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