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Prefeitura investiga sumiço de veículos oficiais

A Prefeitura de Araçatuba instaurou uma sindicância para apurar o desaparecimento de cinco veículos oficiais da frota pertencente à Secretaria Municipal de Saúde. O sexto veículo foi encontrado abandonado, em forma de sucata, no pátio da Secretaria Municipal de Obras e Serviços Públicos (Sosp).

 

Segundo informações da Corregedoria do município, as investigações tiveram início depois de vários procedimentos internos que foram abertos para apurar irregularidades na pasta, incluindo até mesmo viagens fantasmas feitas por servidores municipais. Essa já é a oitava sindicância em andamento desde o ano passado.

 

No caso mais recente, tratam-se de cinco veículos, sendo uma VW/Kombi, ano 2000, uma VW/Parati ano 2004/2005, um Mercedes Benz 313 SF Rontan, de 2004, uma Chevrolet/Caravan, 1987, além de um Marcopolo Volare, de 2011. O sexto automóvel, uma ambulância VW/Saveiro, de 2004, foi encontrada sucateada no pátio da Sosp. Ela está em péssimo estado de conservação, com pneus murchos, ferrugem nas latarias, além de danos na parte interna.

 

INVESTIGAÇÃO

 

A sindicância foi aberta na última quarta-feira (21). O primeiro passo das apurações é colher os depoimentos de servidores públicos responsáveis pela frota da Saúde. A comissão também deverá, no período, solicitar às secretarias municipais a checagem sobre a existência ou não desses veículos nas respectivas pastas.

 

Logo em seguida, os membros da comissão vão investigar junto às oficinas mecânicas prestadoras de serviços à Administração se os automóveis não encontram-se nas dependências e puxar ainda os registros de entrada e saída sobre os reparos e consertos realizados.

 

O prejuízo estimado com o extravio ainda é incerto. Por esse motivo, a sindicância quer saber o valor de mercado dos veículos para somar todas as perdas ao erário, incluindo a ambulância já localizada na Secretaria de Obras.

 

Até o momento, nenhum responsável pelo sumiço foi identificado, mas a prefeitura desconfia de que esses veículos possam ter sido desmontados, a fim de terem as peças vendidas, ou até mesmo colocados à venda por terceiros.

 

De acordo com o corregedor geral do município, Jaime Gardenal Júnior, a hipótese de crime não está descartada. “A Prefeitura terá 60 dias para apurar o que aconteceu com esses veículos, porque nessa conta nós temos até mesmo ambulâncias e um micro-ônibus. Se houver o indício de crime, nós encaminharemos o caso ao Ministério Público, que poderá até mesmo punir os responsáveis”, complementa.

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