Araçatuba

Paciente espera medicamento de alto custo há três meses

Pacientes que precisam de medicamentos de alto custo em Araçatuba estão tendo dificuldades. Há quase três meses remédios estão em falta e a solução é comprar nas farmácias regulares, onde os preços doem no bolso de quem não pode ficar sem os tratamentos. O fornecimento de remédio de alto custo é responsabilidade do governo do Estado.

É o caso da paciente Dulceneide Vicente Sampaio, que faz tratamento para asma com o remédio Alenia. Segundo ela, por três meses consecutivos não consegue pegar o remédio na farmácia do alto custo e acaba comprando.

“Esse remédio custa R$ 140,00 na farmácia, isso quando não preciso comprar a bombinha junto, ai já vai para R$ 170,00. Para mim que ganho um salário mínimo, tirar esse valor do orçamento pesa muito”, lamentou Dulceneide.

Além de não conseguir o medicamento, a paciente não pode marcar a consulta com o médico pneumologista na rede pública para renovar o laudo e a receita para que continue recebendo o remédio.

“Preciso renovar o laudo e a receita a cada três meses, mas nunca tem vaga com o pneumologista. Acabo tendo que pagar consulta particular para continuar tomando o remédio que eu preciso muito, uso duas vezes ao dia”, explicou.

A reportagem do LIBERAL entrou em contato com a Secretaria Estadual de Saúde, solicitando explicações referentes ao atraso na entrega do remédio de Dulcineide e também sobre a demora no agendamento da consulta.

Em nota, a secretaria informou que a Coordenadoria de Assistência Farmacêutica esclareceu que está cobrando o fornecedor do Alenia para que entregue o remédio o quanto antes para atender a paciente o mais breve possível.

A previsão informada pela empresa fornecedora é que isso ocorra na próxima semana. A paciente Dulceneide será comunicada sobre a disponibilidade do remédio assim que chegar.

A secretaria estadual também esclareceu que o SUS (Sistema Único de Saúde) distribui mais de 1000 tipos de medicamentos em diferentes apresentações no Estado de São Paulo.

Para atender pacientes cadastrados no programa de Medicamentos Especializados (Alto Custo) em todo o estado, a pasta estadual realiza planejamento periódico dos estoques, com base no consumo e margem de segurança para garantir o estoque até o abastecimento na próxima compra.

“Mas, alguns fatores, alheios ao planejamento da pasta, podem ocasionar desabastecimentos temporários, como aumento inesperado de demanda (acima da margem de segurança prevista), atraso por parte do fornecedor, logística de distribuição do Ministério da Saúde, pregões ‘ vazios’ (quando nenhuma empresa oferta o medicamento) ou pregões ‘ fracassados’ (quando as empresas estabelecem preços acima da média de mercado, o que inviabiliza legalmente a aquisição)”, esclareceu a secretaria ainda na nota.

Já em relação a renovação dos laudos e receitas, o Departamento Regional de Saúde (DRS) de Araçatuba orientou que a paciente busque um clínico geral para realizar esses procedimentos. “Não há necessidade de consulta com médicos de especialidades, como o pneumologista, neste caso”, informou o DRS.

Karen Mendes – Araçatuba

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