Araçatuba

Vereador sugere Câmara maior e só com um salário mínimo

DA REDAÇÃO ARAÇATUBA

Proposta recém-apresentada que prevê a diminuição de 15 para 12 no número de vereadores em Araçatuba não vai nem tramitar na Câmara Municipal. Durante a sessão ocorrida na noite da última segunda-feira, por oito votos a seis, a maioria dos parlamentares decidiu pelo arquivamento imediato do projeto, que foi apresentado por Arlindo Araújo (PPS), Cido Saraiva (MDB) e Cláudio Henrique da Silva (PMN). Se sua deliberação fosse aprovada, passaria pelas comissões da Casa e, depois, seria levada à votação em plenário.

Além dos autores da matéria, apenas três vereadores votaram a favor de sua tramitação: Carlinhos do Terceiro (SD), Flávio Salatino (MDB) e Lucas Zanata (PV). Foram contrários: Gilberto Batata Mantovani (PR), Márcio Saito (PSDB), Beatriz Soares Nogueira (Rede), Antônio Edwaldo Dunga Costa (DEM), Jaime José da Silva (PTB), Denilson Pichitelli (PSL), Almir Fernandes Lima (PSDB) e Alceu Batista de Almeida Júnior (PV). O presidente do Legislativo, Rivael Papinha (PSB), não participa desse tipo de votação por determinação do regimento interno da Casa.

Dando sequência à discussão, ontem, um dia após a votação, o vereador Almir Fernandes Lima (PSDB) publicou, em sua página no Facebook, gravação de entrevista ao canal de rádio da Câmara em que diz ser favorável a um aumento ainda maior na quantidade de parlamentares, desde que os representantes da Casa passassem a receber um salário mínimo, hoje em R$ 954. Atualmente, cada vereador recebe cerca de R$ 6,5 mil mensais.

Disse o tucano: “Se o problema é financeiro, nós podemos fazer algo muito mais direto. Poderíamos, simplesmente, cortar os salários dos vereadores. Todos (os vereadores) daqui têm profissão. Poderíamos deixar um salário mínimo, que é o que a maioria da população brasileira ganha, e poderíamos, assim, proporcionar que a representação aumente”. Para ele, que cumpre seu primeiro mandato, com os vereadores recebendo um salário mínimo, seria possível aumentar a quantidade de vagas na Câmara para 21.

REPERCUSSÃO

Almir e a maioria dos vereadores contrários à redução classificaram o projeto votado na segunda-feira como “politiqueiro”, considerando o fato de 2018 ser ano eleitoral. “Eu sou da opinião de que, em ano de eleição, não se deve votar projeto politiqueiro”, afirmou Batata, dizendo que um dos autores da proposta, Cido Saraiva, é cotado para sair candidato a deputado estadual. “Por que não apresentaram esse projeto no ano passado?”

Para Batata, a atual quantidade de vagas no parlamento (15), que começou a vigorar nesta legislatura, aumentou a representatividade da população. “Se não houvesse 15, não teríamos pessoas da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil), como o Alceu nem da classe médica, como Flávio Salatino. Nem o Lucas (Zanata) seria eleito vereador”, citou Batata, que foi o segundo mais votado na eleição municipal de 2016.

Sem citar números, Batata disse ainda que a atual mesa diretora da Câmara recebeu mais dinheiro em duodécimo (fatia do orçamento municipal destinada ao Legislativo) do que gestões anteriores. Um dos argumentos de Arlindo, Saraiva e Cláudio para baixar o total de parlamentares era a necessidade de economia aos cofres públicos.

Um dos seis votos favoráveis à redução, o vereador Carlinhos disse apenas que manteve seu posicionamento adotado no final de 2014, quando o total de 15 cadeiras no parlamento foi aprovado para esta legislatura. “Só mantive a minha posição. A população já tinha representatividade com 12. A situação do município não é favorável. Isso faz a diferença. É um dinheiro que poderia ser usado para outra coisa”, declarou o parlamentar do Solidariedade. E comparou: “É como se estivesse diminuindo um cômodo de sua casa”.

marcio123rocha Administrator
Sorry! The Author has not filled his profile.
×
marcio123rocha Administrator
Sorry! The Author has not filled his profile.

Comment here