Três Lagoas

2ª Caminhada chama atenção para conscientização sobre o autismo

Nesta semana, dia 2 de abril (segunda-feira) foi celebrado o Dia Mundial de Conscientização sobre o Autismo. Em Três Lagoas (MS), pessoas com autismo, familiares e profissionais da saúde e educação aproveitam a data e farão no sábado (7), às 8h a 2ª Caminhada pela Conscientização do Autismo, na Avenida Antônio Trajano, no centro.

A caminhada é idealizada pelo grupo de mães “Fazendo a Diferença no Autismo”, com o intuito de combater o preconceito existente sobre o Transtorno do Espectro Autista (TEA). Ao menos 15 mães participarão do ato com faixas, cartazes e vestirão camiseta azul, que simboliza o autismo.

Representando o grupo, Nadir Vilalva, que tem um casal de filhos (o menino de 12 anos apresenta o transtorno), relata que são várias dificuldades enfrentadas pelos familiares, que em muitos casos, não tem informação sobre o autismo. “A principal dificuldade que enfrentamos é a falta de informação. Às vezes, uma criança de cinco anos não para quieta um minuto na fila de um supermercado e isso faz que com a mãe fique com a criança no carrinho ou no colo. É aí que ela é discriminada, porque o autismo não é algo físico. O segundo problema é em relação aos atendimentos na saúde, porque além de alguns autistas precisarem de medicamentos, precisam também de terapeuta ocupacional, fonoaudiólogo e psicopedagogo. E esse atendimento nós (mães) não estamos conseguindo pela rede pública daqui”, relata.

O Transtorno do Espectro Autista (TEA) é uma espécie de pane do desenvolvimento neurológico, costuma ser identificado pelos médicos entre 1 ano e meio e 3 anos, mas os próprios pais são capazes de detectar os primeiros sinais a partir dos 8 meses e, assim, buscar ajuda especializada. “O principal fator é agitação. Eles costumam também se concentram no que eles gostam, por exemplo, a televisão, eles são capazes de assistir cem vezes o mesmo filme e ele lembra detalhes, falas dos personagens, então quando criança já começa a apresentar esse comportamento, os pais devem ficar atentos. E tem o fator principal que são os olhos. Eles não mantem contato visual desde bebe na amamentação”, destaca Nadir.

Grupo quer crescer
O grupo de mães “Fazendo a Diferença no Autismo” se mobiliza em prol da criação de uma Associação de Amparo ao Autista no município. De acordo com Nadir Vilalva, o objetivo da associação é de reunir os pais a fim de minimizar as dificuldades encontradas para conseguir atendimento. “Nós temos dois grupos de whatsapp composto de pais, mães e profissionais da saúde e educação. Nós já realizamos dois cursos voltados para a saúde e educação. É por meio desses cursos que levamos informação sobre o autismo. O grupo é formado por 15 mães e nós já concretizamos a abertura dessa associação. Nós esperamos que o poder público nos tenha como parceiro para atender esses indivíduos. Esperamos também que a sociedade tenha mais tolerância”, destaca.

Da Redação

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