Cidades

Após rejeição de projeto, vereador faz  enquete sobre salário de parlamentares

O vereador Fabiano Amadeu (PPS), de Birigui, iniciou enquete para saber se a população é a favor da redução do salários dos parlamentares no município. A sondagem começou um dia após o Legislativo rejeitar, pela terceira vez, desde 2014, projeto para a redução do seu próprio número de vereadores. Na noite da última terça-feira, proposta que previa a diminuição de 17 para 11 na quantidade de vagas foi rejeitada em segundo turno.

Para ser aprovado, o texto precisava da maioria absoluta, ou seja, doze votos a favor. Foram favoráveis apenas os autores do projeto, que, além de Amadeu, eram Benedito Dafé (PV), Cesinha Pantarotto (Podemos), José Fermino Grosso (DEM), Leandro Moreira (PRB) e Luiz Roberto Ferrari (DEM). O vereador Pastor Reginaldo (PTB), que não estava entre os autores, também defendeu o enxugamento. Os demais parlamentares presentes se posicionaram contra a matéria.

A sugestão para consultar a população teria partido do presidente da Câmara, Vadão da Farmácia (PTB). A ideia era questionar se os munícipes são favoráveis à diminuição no número de vereadores. Amadeu, no entanto, preferiu fazer uma avaliação sobre os salários. Hoje, cada vereador recebe cerca de R$ 6,4 mil mensais.

Amadeu disse que deixará a enquete no ar durante seis dias e espera ouvir, no período, de 2,5 mil a três mil pessoas. O parlamentar do PPS espera que o resultado da consulta lhe dê subsídio para apresentar um projeto propondo a redução salarial. “Finalizada a enquete, dependendo do resultado, vou verificar a legalidade para apresentar a proposta.”

Ainda ontem, ao falar com a reportagem, Amadeu manteve a opinião de que, na atualidade, 11 vereadores seriam suficientes para atender à população. “Respeito o ponto de vista de cada vereador. O que não pode acontecer é a Câmara não dar resultados. Se fossemos um grupo com 17 vereadores que, de fato, criasse conteúdo e discutisse com a população, tudo bem. Mas, hoje, são poucos os que fazem isso. Por isso, não faz sentido estarmos em 17 vereadores. O total de 11 seria bom”, defende.

DECEPÇÃO

O resultado da votação de terça frustrou a expectativa de quem esperava a aprovação do texto. “Não esperava a rejeição. Foi um resultado contrário ao que a maioria da população quer”, afirmou o vereador Benedito Dafé. De acordo com o parlamentar do Partido Verde, com 11 representantes, a Câmara de Birigui economizaria, em quatro anos, cerca de R$ 4 milhões.

Já Fermino Grosso se disse cansado de ver essa discussão se alongar, por anos, e nada mudar. “Não adianta mais. Não passa”, lamentou o democrata. Em 2014, o então vereador Cristiano Salmeirão (PTB), hoje prefeito da cidade, propôs a redução de 17 para 11, mas o projeto também foi rejeitado. 

Em 2016, como forma de estancar o impacto negativo da aprovação de aumento de 38% no salário da classe política, o vereador à época Wlademir Zavanella (PDT) propôs o desinchaço de vagas na Casa. Também não adiantou. O superaumento salarial dos políticos foi vetado pelo então prefeito Pedro Bernabé (PSDB), mas a Câmara ficou com 17 vereadores, como está até hoje.

Ontem, Fermino disse que um caminho seria propor a redução para 15 cadeiras. “Quem sabe, assim, ficaria mais fácil”, avaliou o vereador.

Vereadores rejeitam aumento para o prefeito

Outro projeto votado na terça-feira previa aumento de 2,5% nos salários do prefeito Cristiano Salmeirão (PTB), vice Carlito Vendrame (PTN) e dos secretários municipais.

A proposta, de autoria da mesa diretora da Câmara, estabelecia o mesmo percentual de reajuste aprovado no mês passado para o funcionalismo público municipal.

Foram oito votos a favor e seis contrários, mas, a exemplo da proposta de aumento no total de vereadores, a matéria também necessitava de maioria absoluta.

Foram favoráveis os seguintes vereadores: Andrey Servelatti (PSDB), Cesinha Pantarotto (Podemos), Kal Barbosa (PSB), Felipe Barone (PPS), José Fermino Grosso (DEM), Leandro Moreira (PRB), Odair da Monza (PSC) e Pastor Reginaldo (PTB). Contrários: Benedito Dafé (PV), Eduardo Dentista (PT), Fabiano Amadeu (PPS), Zé Luis Buchalla (PRP), Luiz Roberto Ferrari (DEM) e Rogério Guilhen (PV).

O presidente da Casa, Vadão da Farmácia (PTB), não vota. Com a rejeição, os salários continuarão a ser de R$ 16.827,31 para o prefeito; R$ 5.609,10 para o vice e R$ 6.405,78 para os secretários municipais.

Da Redação – Birigui

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