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Suspeito de ter matado universitária é preso pela polícia

Uma multidão aguardou a chegada de Jean Gomes de Menezes Santana do lado de fora da delegacia da Polícia Civil de Ilha Solteira na manhã de quarta-feira (11). Com a chegada do suspeito em uma viatura da Polícia Militar, gritos, xingamentos e muita indignação tomaram conta dos populares que ali estavam, ainda incrédulos com tamanha crueldade cometida pelo rapaz, de 27 anos. Ele confessou ter matado com golpes de canivete a ex-namorada Maria Julia Martins Quintino da Silva, de 17 anos, na última segunda-feira (09).

O entorno da delegacia chegou a ser interditado para a segurança do preso. Mesmo assim, dezenas de pessoas se aglomeraram para demonstrar toda a revolta que sentiam. A captura de Jean aconteceu no começo da manhã de hoje em Pereira Barreto, cidade a 43 quilômetros de Ilha Solteira. De acordo com informações da polícia, após denúncia anônima, dando conta que o autor do homicídio estava caminhando próximo à Praia Municipal de Pereira Barreto, policiais militares começaram a fazer patrulhamento de rotina a fim de encontrá-lo, quando se depararam com o investigado na Avenida Gregório Sulian.

Imediatamente os policiais militares reconheceram o rapaz e o abordaram. Ele acabou confessando ainda no local todo o crime e foi detido. A reportagem do jornal O LIBERAL REGIONAL apurou também que a polícia já tinha informações da possibilidade do homem estar se escondendo na zona rural de Pereira Barreto. Diversas viaturas da PM participaram do encaminhamento do preso até a cidade vizinha, onde o delegado responsável pelas investigações, Miguel Rocha, o interrogou.

DEPOIMENTO

O rapaz prestou declarações durante quase toda a tarde. Segundo o delegado, Jean confessou o assassinato e disse que estava cansado de fugir. Ele ainda revelou que se arrependeu do que fez. “Ele não aceitou o fim do relacionamento e esfaqueou a vítima com um canivete, fugiu em seu veiculo VW/Gol de cor preta e depois foi se despedir de sua mãe e de seu pai. Logo depois, o rapaz pediu a seu primo para levá-lo até o local de trabalho de seu genitor, onde o mesmo fugiu a pé, pois não encontrou o pai, se escondendo no mato desde o dia do crime. Ele disse que está arrependido e, por isso, resolveu se entregar à polícia”, revelou.

A reportagem apurou que Jean e Maria Julia mantiveram um relacionamento amoroso durante aproximadamente quatro anos, quando ela tinha apenas 13 anos e o suspeito, 23. O namoro do casal terminou recentemente e, desde então, ele não aceitava o término. A jovem morta no início da semana passou a residir em Ilha Solteira desde o início do ano, já que cursava o primeiro semestre do curso de Zootecnia da Unesp (Universidade Estadual Paulista). Ela era de General Salgado, mas segundo a polícia, mesmo com a distância os dois namoravam, já que possuíam alguns familiares em comum, fato que acabou os aproximando mais ainda.

PRISÃO TEMPORÁRIA

A Justiça já havia expedido mandado de prisão temporária, o qual foi cumprido ontem com a localização do indiciado. A detenção é válida por 30 dias, podendo ser prorrogada, dependendo do caminhar das investigações. Depois de prestar depoimento, o autor foi encaminhado à cadeia pública de Penápolis, local onde permanecerá à disposição do Judiciário.

Ele responderá pelos crimes de homicídio qualificado por motivo fútil, meio cruel, emboscada e feminicídio. Se condenado, o acusado poderá pegar de 12 a 30 anos de reclusão. Agora, caberá à Justiça decidir o futuro do rapaz.

ASSASSINATO

O crime aconteceu por volta das 14h de segunda, bem próximo ao local em que a vítima morava, uma república localizada na Passeio Batalha, no bairro Zona Norte, em Ilha Solteira. O suspeito chegou pelas costas, teria agarrado a vítima pelos cabelos e em seguida começou a esfaqueá-la.

Uma equipe do Resgate, do Corpo de Bombeiros, chegou a ser acionada, mas chegou ao endereço e constatou a morte da estudante. Diversas pessoas se aglomeraram no local do homicídio, que foi isolado para o trabalho da perícia técnica.

Na mesma noite do homicídio, cerca de 200 pessoas, entre alunos, funcionários, professores e diretores da faculdade, se reuniram em vigília em frente à instituição de ensino e ficaram em silêncio. O grupo escreveu cartazes com dizeres contra a violência envolvendo mulheres, justiça e respeito. Os participantes também acenderam velas e as colocaram em frente às grades, na área externa da faculdade. Depois, uma caminhada até a delegacia central de Ilha Solteira foi realizada.

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