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Newton Koeke: O Empreendedor que olha para o sol

Em uma terra conhecida como a Capital Nacional do Calçado Infantil, o biriguiense Newton Umeno Koeke decidiu ousar e, em vez de enxergar possibilidades no chão, olhou para o céu e vislumbrou o futuro. Há seis anos, ele fundou a Asolar, empresa que comercializa acessórios para aquecimento solar de água, desenvolve projetos e instala sistemas fotovoltaicos – geração de energia elétrica a partir da luz do sol.

Bacharel em Direito, com MBA em Gestão de Comércio Exterior e Negócios Internacionais, e pós-graduado em DMS (Diploma in Management Studies) pela Computing Business College, em Londres (Inglaterra), foi gerente de Negócios Internacionais e diretor executivo de indústrias de aquecimento termossolar, antes de montar a sua própria empresa, há seis anos.

“Depois de estudar muito, refletir e participar feiras e eventos sobre desenvolvimento sustentável ao redor do mundo, consolidei a minha convicção de que a sustentabilidade é o único caminho viável quando pensamos no futuro. Não há como imaginar a humanidade daqui alguns anos, sem que atuemos de forma consciente no que diz respeito às questões sociais, ambientais e econômicas. Em relação a minha área de atuação, a contribuição é significativa com a utilização de energias limpas e renováveis”, comenta Koeke.

“A partir dessa certeza, ele montou uma equipe técnica altamente capacitada, estabeleceu parceria com fornecedores internacionais (referências globais no mercado fotovoltaico) e, não por acaso, instalou mais de 80 sistemas em seis anos de atuação, entre residenciais, comerciais e rurais. Mas, Koeke quer muito mais. O planejamento estratégico da Asolar estabelece como meta que a empresa esteja entre as 10 melhores do país nos próximos cinco anos. “Estamos a caminho. Trabalhamos com os pés no chão, focados no atendimento diferenciado, e a cabeça no sol. Nossa equipe é coesa e determinada para atingirmos o nosso propósito”, afirma.

Os frutos estão sendo colhidos. No ano passado, a empresa recebeu da Facesp (Federação das Associações Comerciais do Estado de São Paulo) o prêmio ‘Exporta, São Paulo – 2017’. A Asolar teve o seu desempenho exportador avaliado pela São Paulo Chamber of Commerce, assim como pela Secretaria Estadual de Desenvolvimento Econômico de São Paulo, e pela Secretaria de Comércio Exterior, do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC).

Energia fotovoltaica
Para o empresário, a utilização da energia fotovoltaica é um caminho sem volta, pois são inúmeros os benefícios dessa forma de geração de energia. Além de ser ambientalmente correta, ela é financeiramente viável. O custo de manutenção do sistema é baixo; o investimento se paga, em média, em cinco anos; existem financiamentos e consórcios que facilitam a forma de pagamento, parcelando em até 180 meses; o sistema tem vida útil média de 25 a 30 anos e ainda valoriza o imóvel em torno de 30%.

Contudo, para Koeke, o Brasil ainda tem que evoluir para aproveitar a energia solar. Atualmente, de acordo com a Absolar (Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica), o Brasil está 15 anos atrasado, em relação às nações mais avançadas do setor, quando o assunto é geração de energia solar. Mas o que falta para o Brasil tornar-se uma potência em sistemas de energia solar fotovoltaica? “O que nos falta é apoio, incentivo”, diz Koeke.

A prova disso está no Plano Decenal de Energia (documento informativo voltado para toda a sociedade, com uma indicação, e não determinação, das perspectivas de expansão futura do setor de energia sob a ótica do Governo, para os próximos 10 anos). O plano revela que a maior parte dos investimentos dessa área – cerca de 70% – vai justamente para petróleo e gás. E diz que existem vários estudos que mostram os benefícios de uma transição energética para a economia e, o mais importante, para a vida de toda a sociedade – começando por um mundo sem poluição do ar. “Muito em breve, essa transição de sistemas irá ocorrer, mas, para isso, é preciso, além do apoio de todas as esferas governamentais, planejamento e priorização”, diz o empresário.

Newton Koeke acredita que está mais do que na hora de os governos e a sociedade, de forma geral, tomarem uma decisão: se abraçam a causa e trabalham em favor do desenvolvimento do setor e consequentemente do Brasil, ou se pretendem permanecer refém do modo atual de produção de energia. “Cabe ao Governo Federal criar políticas e legislações que ajudem a fomentar o mercado de energia solar brasileiro. Por exemplo, a utilização do sistema fotovoltaico em prédios públicos, mostrando que o governo investe em fontes renováveis de energia, disponibilizar áreas para instalação de usinas solares e criar leis que beneficiem o contribuinte que invista em energia limpa. E ao cidadão, cabe perceber que pode ter em sua casa e empresa, uma usina geradora de energia elétrica, que vai baratear a sua conta e ainda colaborar com o planeta”, exemplifica.

O empresário do setor defende, por exemplo, as Parcerias Público-Privadas (PPPs) como fundamentais para o desenvolvimento de qualquer segmento. “Principalmente o de energias renováveis”. Apaixonado pelo tema sustentabilidade, e mais especificamente pela energia solar, Koeke lembra que o tema não é novo, e, para provar, gosta de recorrer a um pensamento de Thomas Edison (o inventor da lâmpada elétrica), em conversa com Henry Ford, em 1931: “Eu investiria o meu dinheiro no sol e na energia solar. Que fonte poderosa! Espero que não tenhamos que esperar o fim da era do petróleo e do carvão para resolver isso!”

Da Redação

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