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‘O LIBERAL’ CHEGA A CINCO MIL EDIÇÕES, COM INOVAÇÃO E ALCANCE REGIONAL

O ano? 2001. O novo e atual século estava em seus primórdios. Não se falava em redes sociais, mas já se previa que o futuro da comunicação estava na internet. Em meio a tantas perspectivas futurísticas no campo da informação, em Araçatuba, um senhor, à época com 71 anos de idade, chegava com uma ideia que, a princípio, poderia parecer conservadora: criar mais um jornal diário. Depois de uma carreira de 35 anos dedicada ao magistério, o professor aposentado Sergio Alves Pinto via pelo menos duas razões para a sua aposta.
Acreditava que, em Araçatuba, cidade para qual veio ainda menino, havia espaço para mais um jornal – na época, circulava apenas um. Por outro lado, seria uma oportunidade para seu filho, João de Paula, colocar em prática o que aprendeu nos cursos de comunicação social da Faculdade Cásper Líbero, uma das mais tradicionais do ramo no Brasil. Deu-se, então, ao mais novo matutino da cidade o nome de “O Liberal”, ideia de sr. Sérgio e com uma proposta de versar apenas sobre assuntos locais em seu conteúdo.
No começo, tudo era muito simples. Funcionava em uma casa em frente à residência de seu idealizador, na rua Felipe Camarão, Vila Estádio. A impressão era terceirizada. Circulavam, em média, três mil exemplares por dia. A equipe era enxuta, porém com nomes conhecidos na imprensa local. Além de Sérgio e João, tinha os jornalistas Ângelo Cardoso, Rogério Mian, Luís Francisco (diagramação), Mituo Ishi, Maria Palmira e Anísio Canola.
“Sempre fizemos o jornal com luta. O João fazia a cobertura da cidade, enquanto eu ficava com administração e o financeiro. O que não podíamos era perder Araçatuba de foco, conforme nossa família decidiu. Tanto é que, quando eu fazia os editoriais, os assuntos sempre tinham ligação com Araçatuba. Era um jornal local”, conta Sergio, que foi professor de Português. Paulista de Pitangueiras, ele fez carreira na Escola Estadual Manoel Bento da Cruz, o tradicional “IE”, lecionando num tempo em que outros grandes nomes da educação araçatubense ali davam aulas, como Fernando de Almeida Prado, Sylvio Venturolli, Helena Guerrero e Cidinha Baracat.
Quem apostou que a iniciativa do novo jornal seria malsucedida se enganou. Quase 17 anos se passam da primeira edição, de 14 de agosto de 2001, e, neste sábado, o jornal chega a uma marca importante: cinco mil edições.

MUDANÇAS IMPORTANTES
Muita coisa mudou de lá para cá. Em 2003, Sérgio vendeu o jornal ao empresário Nivaldo Franco Bueno, presidente do SRC (Sistema Regional de Comunicação), que conta com emissoras de rádio nas cidades de Araçatuba, Andradina, Lins, São José do Rio Preto e Três Lagoas (MS). “Fazíamos um bom jornal, bem arrumado, chegando a todas as bancas, mas houve uma necessidade de aprimoramento na estrutura para continuar”, diz Sérgio, ao justificar sua decisão de vender o jornal.
Com Nilvado à frente, juntamente com sua esposa Adeliz e os filhos Marcelo e Márcio, a publicação passou a ser colorida. O próprio nome mudou. Passou a ser “O Liberal Regional”, já representando a adequação ao grupo de comunicação a que passou a integrar e justificando uma nova proposta editorial e comercial: chegar aos 43 municípios da chamada Nona Região Administrativa do Estado e ultrapassndo estes limites. Veio um novo endereço – hoje, funciona na rua Floriano Peixoto, no Centro. Acompanhando a evolução do tempo, também está na internet. Com o passar dos anos, cresceram também o espaço comercial e a publicação de atos oficiais, o que levou ao aumento da circulação.

IMPORTÂNCIA
Ao falar sobre a marca à qual “O Liberal” alcança neste sábado, Sérgio faz a seguinte avaliação: “(O jornal) Foi algo que a cidade aceitou muito bem. E mostra que conseguiu manter um nome, em relação ao respeito perante a população”.
Hoje, aos 88 anos de idade, Sérgio se diz um ferrenho defensor do jornalismo impresso. Quando acorda, diz, ler “O Liberal” é um de seus primeiros compromissos. “Hoje, em dia, com a internet, o jornal ainda tem uma grande relevância. Todo mundo fala que o papel vai acabar. Mas o jornal respira a cidade, que é o lugar onde todos nós moramos. Por isso, eu sou a favor do papel”, afirma.

COMPROMISSO REGIONAL
O Sistema Regional de Comunicação nasceu no início da década de 1970. “Nosso compromisso sempre foi integrar a região com ações responsáveis. Sabemos da força dos veículos de comunicação. Foram décadas de trabalho para promover o desenvolvimento econômico, tecnológico e social”, diz Nivaldo Franco Bueno, que, no início deste século, já tinha mais de 10 rádios.
Como homem de imprensa, com passagem por jornais e rádios de São Paulo, Nivaldo sabia da importância do veículo impresso para complementar o trabalho desenvolvido nas rádios. Seria a comunicação em outro meio. Surgiu a oportunidade de comprar O LIBERAL. “Passados 15 anos, reconhecemos que acertamos. O Brasil mudou e a nossa região mudou. O LIBERAL, nestas cinco mil edições, registrou para a história estas mudanças”, afirma Nivaldo.

TRAJETÓRIA É RECONHECIDA POR AUTORIDADES E COMUNICADORES

Dizia texto da primeira edição de O LIBERAL REGIONAL, de 14 de agosto de 2001: “Ele (o jornal) chega com a grande responsabilidade de levar aos araçatubenses a informação dotada de imparcialidade e lisura. (…) Sempre atentos para as necessidades da população, tão ávida pela informação séria, honesta, imparcial e despida da politicagem tão presente hoje, infelizmente, em alguns órgãos de imprensa”.
Com esse princípio, ao longo de suas cinco mil edições, este veículo tem contado a história de Araçatuba e região desde o início deste século. Muitos fatos que marcaram a história recente de Araçatuba e região passaram pelas páginas de O LIBERAL REGIONAL. Essa contribuição para o desenvolvimento regional, através da informação, é reconhecida por autoridades e profissionais da comunicação.

A4 Depoimento 1 DILADOR BORGES“A edição 5.000 do jornal O Liberal é um marco importante e deve ser comemorada por todos que acreditam na liberdade de imprensa como motor do desenvolvimento social e econômico. O jornal, desde que nasceu, oferece ao leitor um jornalismo responsável, preocupado com o bem-estar e o progresso. Aproveito para cumprimentar seu diretor, Nivaldo Bueno Franco da Rocha, e toda a equipe do jornal por este importante marco e pelos serviços que prestam”. Dilador Borges (PSDB), prefeito de Araçatuba.

A4 Depoimento 2 Rivael Papinha“Poder noticiar livremente é uma prática que sustenta a democracia, que leva conhecimento às pessoas, visão de mundo, que forma cidadãos melhores e mais críticos. Acredito e defendo que a imprensa livre é tão importante quanto os poderes constituídos pela legislação, pois isso mostra que o Estado e a sociedade respeitam a liberdade individual de pensamento. Parabéns ao jornal O Liberal Regional pela cobertura que faz de Araçatuba e região, fortalecendo nossa cidadania. Que venham mais cinco mil edições com muitas histórias e boas notícias”. Rivael Papinha (PSB), presidente da Câmara de Araçatuba.

A4 Depoimento 3 EMERSON SUMARIVA“A imprensa tem papel fundamental no fortalecimento do Estado Democrático de Direito”. Emerson Sumariva Júnior, juiz de direito em Araçatuba.

A4 Depoimento 4 Paulo Augusto Motooka“A imprensa é um órgão fundamental no Estado Democrático de Direito, pois leva as pessoas a exercerem a cidadania e os seus direitos. Temos uma boa parceria com a imprensa e, juntos, conseguimos promover a integração da sociedade”. Paulo Augusto Leite Motooka, comandante do CPI-10 (Comandante do Policiamento do Interior).

A4 Depoimento 5 WILSON MARINHO

“A imprensa é a porta-voz daqueles que não têm voz”. Wilson Marinho da Cruz, presidente da Acia (Associação Comercial e Industrial de Araçatuba).

A4 Depoimento 6 JAMIL ONO“A região tem no Sistema Regional de Comunicação e em O LIBERAL REGIONAL, veículos cuja proposta é o desenvolvimento regional. Temos, em O LIBERAL, uma tribuna de defesa da região, de suas causas e de seu povo”. Jamil Akio Ono – advogado e ex-prefeito de Andradina.

A4 Depoimento 7 MARCO PILLA“Ao longo do tempo O LIBERAL REGIONAL transformou-se no veículo de aproximação do povo e das causas de nossa região. Impossível tentar entender esta região sem ler O LIBERAL”. Marco Pilla – ex-diretor executivo do Itesp.

A4 Depoimento 8 ANTÔNIO CRISPIM“O jornal tem uma capacidade de integrar a sociedade e a região. Sem jornal, ninguém conhecem ninguém. O LIBERAL cumpre bem esse papel de integração regional”. Antônio Crispim, editor-chefe de O Liberal Regional.

A4 Depoimento 9 LUIZ BARRETTO“Veículos de comunicação vibrantes como o jornal O Liberal são aceleradores de uma economia regional forte”. Luiz Barretto, diretor geral do SBT Interior.

A4 Depoimento 10 MARCELO CASAGRANDE“Democracia plena é resultado de uma imprensa forte, livre, independente e opinativa. O Liberal tem contribuído para esse cenário em toda a região”. Marcelo Casagrande, gerente de jornalismo e apresentador do SBT Interior (primeira edição).

A4 Depoimento 11 JOSÉ HAMILTON RIBEIRO “A imprensa escrita é a âncora maior que a sociedade tem para combater essa poeira contaminada da internet, onde você não sabe o que é verdade e o que é mentira. O jornal impresso é a âncora que a sociedade pode consultar para separar as notícias das fake news”. José Hamilton Ribeiro, repórter do Globo Rural e jornalista com maior número de prêmios Esso.

ARNON GOMES
Araçatuba

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