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CARINHO: GRUPO ENTREGA PERUCAS E GORROS DE LÃ A CRIANÇAS COM CÂNCER

Pensando em realizar o desejo de diversas crianças que estão em tratamento contra o câncer, o Grupo Atamor reuniu, na sexta-feira (29) várias princesas de filmes da Disney para entregar às meninas perucas iguais aos cabelos das personagens e, aos meninos, gorros inspirados em quadrinhos e desenhos. As princesas chegaram de limusine no Centro de Tratamento Oncológico da Santa Casa de Araçatuba e encantaram todos os presentes.

A ideia de confeccionar as perucas e gorros veio de Andrea Crivelini, uma voluntária que sempre fez produtos de lã, como gorros e meias, para levar ao hospital do câncer de Barretos e que trouxe a proposta da peruca ao grupo Atamor. A ideia gerou resultados muito positivos no emocional das meninas e, atualmente, ela é coordenadora de toda a confecção. “Ao ver o efeito que as perucas das princesas dos contos de fada provocaram na vida das crianças, abraçamos o projeto”, explica o coordenador e fundador do Grupo Atamor, Ícaro Morales. Além de Crivelini, Patrícia Marques Alves é coordenadora das equipes que produzem as perucas femininas e Cidinha Mazini faz a base das perucas de crochê.

O início da ação se deu com uma pesquisa, acontecida há mais de um mês, que possibilitou descobrir qual a princesa preferida de cada paciente. As perucas, então, foram confeccionadas em lã, por oito voluntárias do Atamor, em parceria com alunos do SEB Thati e integrantes do Projeto Social da Paróquia São João. Segundo Morales, foram arrecadados cerca de 1.200 novelos de lã, alguns dos quais vindos de outros estados, como por exemplo, o Rio de Janeiro.

Denise Maria da Silva, mãe da pequena Eloise da Silva Inacio, de 4 anos, sente na pele esse efeito. “Eu não sei nem explicar o que sinto ao ver minha filha tão feliz. Ela adora e se diverte muito. Essa alegria, sem dúvidas, ajuda muito no tratamento da doença. Só tenho a agradecer aos integrantes do Atamor”, concluiu. Uma das voluntárias do projeto é Bianka Oliveira, uma jovem de 19 anos, que conheceu o Atamor através de uma amiga. “Como sou revendedora de produtos cosméticos, consigo adequar meus horários e participar ativamente das ações do Grupo. Eu sempre saio renovada de todos os encontros. A luta e o carinho dessas pessoas me ensinaram a dar mais valor à vida”, afirmou.

Até crianças e adolescentes participaram da ação. É o caso de Lara Cabral Sato, uma jovem de 15 anos que, por intermédio da professora Elaine Poy, conheceu o grupo e fez questão de se voluntariar. “Quando tenho aula, fica mais difícil participar de projetos como esse, mas, como estou de férias, tenho conseguido me envolver mais ativamente”, concluiu.

Segundo Tânia Riani, coordenadora da Educação Infantil da escola SEB Thati e Elaine Roy, professora de História e Sociologia da mesma Instituição de ensino, o Projeto Atamor, de certa forma, nasceu na escola. “O Ícaro foi nosso aluno no ensino médio e lá nós começamos a realizar trabalhos sociais. Foi quando ele demonstrou um engajamento muito grande com essas causas. Quando sua mãe descobriu que estava com câncer, ele focou seu trabalho ao Atamor”, conta Roy.

A iniciativa reuniu, com o tempo, diversos voluntários e hoje beneficia muitas pessoas. Desde que o grupo foi fundado, em 2016, pacientes já receberam proteções para o pescoço, perucas feitas com cabelo humano, lenços, próteses mamárias e turbantes.

 

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