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CASO MUSTANG: JUSTIÇA FAZ AUDIÊNCIA DO CASO DE EMPRESÁRIO QUE PROVOCOU ACIDENTE COM MORTE

A Justiça de Araçatuba realizou na segunda-feira (06) a primeira audiência judicial do caso que investiga o acidente que matou o comerciante Alcides José Domingues, em março de 2016. O empresário Luciano Justo conduzia um Mustang em alta velocidade pela Avenida Brasília quando provocou o acidente. Outros três envolvidos também são acusados de tentar eliminar provas para proteger o empresário ao longo das investigações.

O juiz da 2ª Vara Criminal de Araçatuba, Wellington José Prates, começou a ouvir as testemunhas de acusação nesta primeira etapa. Hoje, 15 pessoas foram ouvidas pelo magistrado no Fórum do município. Os trabalhos começaram às 13h30 e até o fechamento desta edição ainda não tinham previsão para terminar.

Nas próximas semanas, serão intimidas as testemunhas de defesa e os quatro acusados de participação no acidente, incluindo o empresário Luciano Justo. Nessa fase inicial, eles não são obrigados a comparecer nas audiências, a não ser naquela em que terão que prestar esclarecimentos. A imprensa não pôde ter acesso à primeira audiência do caso.

O ACIDENTE

A batida ocorreu no fim da tarde de um sábado, 12 de março de 2016. O empresário Luciano Justo, residente em Birigui conduzia o Mustang que bateu em um Corolla e matou o dono de farmácia Alcides José Domingues, 69 anos. No dia do acidente, o delegado plantonista elaborou o boletim de ocorrência como homicídio culposo (quando não há intensão de matar), arbitrou fiança de R$ 17,6 mil, que foi paga. O empresário obteve a liberdade provisória. Porém, o flagrante foi convertido em prisão preventiva e o juiz determinou a prisão.

À época, o promotor que estava de plantão, Felipe Duarte Gonçalves Ventura de Paula, ao analisar o flagrante entendeu que era caso de homicídio doloso (quando há a intenção de matar) e imediatamente pediu a prisão preventiva ao juiz Sérgio Ricardo Biella. Após exame do caso, de forma fundamentada, o Juiz acatou a solicitação do promotor de justiça e recebeu o flagrante como homicídio doloso, convertendo o flagrante em prisão preventiva. Porém, mesmo com a expedição do mandado de prisão, o empresário não foi encontrado.

Ao longo das investigações, segundo o Ministério Público, Justo teria feito a ingestão de bebida alcoólica minutos antes do acidente. Câmeras de segurança de um posto de combustíveis próximo do local da batida mostraram que ele estava muito acima da velocidade da via, que é de 60 quilômetros por hora. O MP sustenta que o empresário bebeu antes de dirigir e o denuncia também por homicídio doloso. Se isso for confirmado, Justo pode ir a júri popular, mas ainda não há uma data para quando isso ocorrerá. A defesa dos acusados não foi encontrada pela reportagem.

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