Cidades

MORADORES DE CASTILHO PROTESTAM POR MELHORIAS NO DIA DO ANIVERSÁRIO DA CIDADE

No dia de seu aniversário de 65 anos, Castilho não teve motivos para comemorar. Uma grande manifestação ocorrida logo nas primeiras horas da manhã de sexta-feira (10) mobilizou centenas de pessoas, fechou a entrada da cidade por pelo menos duas horas e gerou muito tumulto.
O protesto teve início por volta das 6h30, horário que muitas pessoas saem para trabalhar em outros municípios. Apesar de ter sido feriado em Castilho, muitos trabalhadores de Três Lagoas, Mato Grosso do Sul, e Andradina ficaram parados na via de acesso na entrada da cidade por conta do bloqueio dos dois sentidos da via.
Essa foi a forma encontrada por cerca de cem moradores do bairro Nova York de demonstrar todo o descontentamento com a atual administração da prefeita Fátima Nascimento. Na pauta de reivindicações, serviços básicos à população de um município com mais de 20 mil habitantes, como educação e saúde.
De acordo com informações apuradas pela reportagem do jornal O LIBERAL REGIONAL, os manifestantes protestaram contra a demora na entrega do leite no bairro às crianças. Além disso, a precariedade da escola do bairro também foi motivo para protestos.
Os pais e responsáveis reclamam da sujeira na unidade escolar, da falta de cuidado e atenção do poder público. Moradores relataram até que as crianças deixam de ir ao banheiro por conta das condições da limpeza do estabelecimento de ensino. Outra reclamação é a respeito da situação financeira do único hospital do município, o José Fortuna, que corre o risco de paralisar os atendimentos por falta de recursos. Uma reunião será feita na próxima segunda-feira (13) entre a unidade e a prefeitura.
Cansados de esperar por melhorias, a população decidiu sair às ruas em uma data simbólica. Dia 10 de agosto, onde há 65 anos surgia oficialmente Castilho. Os participantes da manifestação utilizaram pneus e colocaram fogo, bloqueando os dois sentidos da entrada do município, próximo ao portal. Quem tentava o acesso pela rodovia Marechal Rondon (SP-300) não conseguia. Já quem tentava sair da cidade, também teve que esperar bastante, por mais de duas horas.
Equipes da Polícia Rodoviária Estadual, Corpo de Bombeiros e da concessionária que administra a Rondon estiveram no local acompanhando a manifestação. As chamas dos pneus foram apagadas alguns minutos depois. Houve princípio de tumulto quando um manifestante tentou atear fogo novamente e foi impedido pelos policiais rodoviários.

LIBERAÇÃO
A fumaça dos pneus podia ser vista de longe. Após mais de duas horas de manifestação, mesmo com a baixa temperatura registrada durante toda a manhã de ontem, já por volta das 8h30, a pista de acesso foi liberada para o tráfego de veículos. Funcionários de usinas sucroalcooleiras da região ficaram parados durante todo esse tempo no bloqueio, muitos chegaram a perder o dia de trabalho. A fila de carros e ônibus que se formou nas imediações foi tão grande que quase alcançou a rodovia Marechal Rondon.
A reportagem solicitou um posicionamento da Prefeitura a respeito de todas as demandas apresentadas pelos manifestantes, mas a administração municipal não respondeu aos questionamentos até o fechamento desta edição.

DA REDAÇÃO
Castilho

Comment here