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CRISTINA KIRCHNER NEGA TER RECEBIDO PROPINA E DENUNCIA “PERSEGUIÇÃO”

A ex-presidente da Argentina Cristina Kirchner classificou hoje (13) de “disparate” a acusação de que teria recebido propinas milionárias durante seu governo e no do seu marido, Néstor Kirchner, morto em 2007. Ela reiterou que é vítima de uma “manobra persecutória”. A expressão foi usada em um texto apresentado ao juiz que a investiga por formação de quadrilha.

“Parece que, além de exercer o cargo de chefe do Poder Executivo pelo voto popular durante oito anos, eu tive tempo suficiente para liderar todos os empreendimentos criminosos dos quais agora eu estou sendo acusada”, disse Cristina no texto que entregou ao juiz Claudio Bonadio, no qual também apresentou um pedido de nulidade e denunciou tanto o juiz quanto o promotor do caso.

O escândalo foi revelado em 1º de agosto, quando Bonadio ordenou as detenções e depoimentos de dezenas de empresários do setor de obras públicas e ex-agentes públicos, com base nos cadernos que um motorista do Ministério do Planejamento escreveu durante uma década, nos quais detalhava os percursos que fez de carro com malas repletas de dólares para supostamente distribuí-las a integrantes do Poder Executivo nos governos de Néstor (2003-2007) e Cristina Kirchner (2007-2015).

Em meio a um forte esquema de segurança, Cristina Kirchner apresentou-se nesta segunda-feira a um tribunal federal em Buenos Aires para cumprir a convocação do magistrado, com quem mantém uma tensa inimizade depois que ele a processou em outros casos e até chegou a pedir sua detenção no fim do ano passado.

“A partir da assunção do engenheiro Mauricio Macri como presidente da Nação, fui submetida a uma múltipla perseguição judicial, só comparável àquela que aconteceu na época em que estava suspensa a vigência da Constituição Nacional”, afirmou Cristina no texto que entregou a Bonadio.

Segundo a ex-presidente, para que a “manobra persecutória fosse eficaz” e tivesse “efeito” na opinião pública, todos os casos falam de “manobras” de lavagem de dinheiro, enriquecimento ilícito e outros supostos atos de corrupção nos quais, para infringir um “dano maior”, também foram imputados seus filhos, Florencia e Máximo Kirchner, e outros membros de sua família.

“É inconcebível que Bonadio, vestindo novamente a roupa de juiz inimigo, fabrique contra mim um novo caso no qual me imputa outra vez a conduta de associação ilícita pela qual me persegue nos processos mencionados no ponto anterior”, afirmou Cristina.

Após definir como um “disparate” o novo caso no qual é acusada de receber propina, já que nos cadernos do motorista aparecia a residência presidencial supostamente como um dos destinos do dinheiro, Cristina reiterou que isso se deve às “interferências” do governo de Macri na Justiça.

Sobre sua decisão de apresentar um texto, a ex-presidente negou que se tratasse de uma “estratégia para não prestar depoimento” e lembrou que vem requerendo há mais de dois anos que se investigue todos os investimentos em obras públicas que foram desenvolvidos entre 2003 e 2015.

“Além disso, se existe um propósito autêntico de saber o que aconteceu com as obras públicas em nosso país, a investigação deve inclusive alcançar o presente (…) Em definitivo, o que pretendo como qualquer cidadão é que aconteça uma investigação judicial séria, objetiva e imparcial”, destacou Cristina.

Agência Brasil

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