Araçatuba

Região acumula mais de quatro mil empregos com carteira assinada no ano

A região de Araçatuba acumula, neste ano, mais de quatro mil empregos gerados com carteira assinada. Levantamento feito por O LIBERAL REGIONAL com base nos dados de agosto do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados), do Ministério do Trabalho e Emprego, divulgados ontem à tarde, mostra que, nos dois primeiros quadrimestres de 2018, foram criados 4.334 vagas formais nos 43 municípios do território.

O número resulta da diferença entre admissões e demissões no período. Conforme levantamento da reportagem, de janeiro até o mês passado, foram feitas 46.303 contratações e 41.969 desligamentos de trabalhadores.

AGOSTO
Os dados apresentados nessa sexta-feira revelam uma melhora em agosto deste ano em relação ao mesmo período de 2017. No oitavo mês de 2018, a região de Araçatuba gerou 302 empregos, equanto, no ano passado, o montante chegou a 172 no período: alta de 71,5%. Agosto encerrou com 5.015 admissões ante 4.713 dispensas.

No estudo, as cidades da região são divididas em quatro microrregiões, pertencentes a Araçatuba ou a Birigui, Andradina e Auriflama. O destaque do mês ficou com a microrregião de Birigui. Mais da metade do volume de empregabilidade ao longo dos 31 dias daquele intervalo foi criada pelos 18 municípios que a compõem.

Segundo o Caged, aquela fatia da região abriu 198 oportunidades. Em seguida, vêm as 11 cidades do entorno de Andradina, com 86 vagas abertas, seguida pela de Auriflama, com 25. Formada por sete cidades, a microrregião de Araçatuba encerrou o mês
passado com saldo negativo: -7. O desempenho na contramão das outras microrregiões foi puxado justamente pelo maior município da região. Em agosto, Araçatuba, hoje com pouco mais de 195 mil moradores, demitiu mais do que contratou: 1.719 admissões contra 1.734 desligamentos.

COMPARATIVO
Apesar do resultado positivo, o volume de contratações da região no último mês representa apenas 0,88% do total do Estado. São Paulo terminou agosto com saldo de 34.244 postos criados com carteira assinada.

Isso pode ser explicado pelo desempenho ruim de um principais setores da economia regional, a agropecuária. Este segmento foi o único entre oito pesquisados pelo Caged a registrar mais demissões do que contratações. Os demais campos – serviços, comércio, indústria de transformação, construção civil, serviços de industriais de utilidade pública, extrativa mineral e administração pública – tiveram saldo positivo.

No Brasil, o quantitativo chegou a 110.431 empregos formais. Em nível nacional, foi o melhor resultado para agosto nos últimos cinco anos, fruto do registro de 1,353 milhão de contratações e 1,242 milhão de demissões.

Em todo o País, o acumulado do ano chega a 568,5 mil vagas formais, de acordo com informações do governo federal.

Números mostram tendência de retomada gradual da economia
Os números referentes ao emprego formal na região de Araçatuba acompanham a tendência de retomada gradual da atividade econômica brasileira. A avaliação é do professor e economista Marco Aurélio Barbosa, da FAC/FEA (Faculdade da Fundação Educacional Araçatuba). Para o estudioso, os dados dos 43 municípios em agosto surpreendem em termos de crescimento. “Isso traz uma expectativa positiva para os próximos meses”, avalia ele.

Barbosa ressalta que à medida que o Produto Interno Bruto vai crescendo, mesmo timidamente, a abertura de oportunidades de trabalho aumenta. “O PIB reflete na geração de empregos”, complementa o economista.

Conforme o professor, tanto na região como no resto do País, o grande volume de pessoas ainda atrás de emprego é decorrente da recessão vivida pela economia brasileira em 2016 e 2017. “Para esse contingente (hoje, em cerca de 12 milhões) diminuir, é preciso a economia pelo menos continuar no mesmo ritmo para que, a médio prazo, haja mudanças mais contundentes.” Outro caminho para uma melhor significativa desse cenário, aponta ele, a indústria voltar a empregar. No começo desta semana, por exemplo, reportagem de O LIBERAL mostrou que as fábricas da região fecharam agosto com saldo negativo de 350 postos de trabalho.

Da Redação

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