Cidades

Candidato defende que dinheiro de imposto fique em São Paulo

ARNON GOMES – ARAÇATUBA

Defender que o Estado mais rico da federação fique com o próprio dinheiro que gera. Há tempos uma luta antiga da classe política paulista, a revisão do Pacto Federativo será uma das bandeiras de Ricardo Trípoli, caso eleito senador. O candidato do PSDB prometeu combater a atual forma de distribuição dos recursos obtidos via impostos federais, por ele considerada “injusta”, ontem, em entrevista ao jornal O LIBERAL REGIONAL.

Trípoli conta que definiu esse mote de campanha ao receber, após seis meses de espera junto ao Ministério do Planejamento, a informação de que, em 2017, foram arrecadados cerca de R$ 550 bilhões de impostos federais no Estado. Desse total, diz ele, menos de 7% volta para São Paulo. “É uma injustiça com um Estado onde vivem 45 milhões de pessoas”, criticou, ressaltando que um Pacto Federativo justo é previsto na atual Constituição Federal.

O tucano disse que irá procurar saber para onde está indo o dinheiro arrecadado em São Paulo antes de apresentar uma proposta concreta de revisão do pacto.

PSDB

Antigo militante de seu partido, Trípoli acredita que a bandeira na qual está engajado vai ao encontro da própria política econômica traçada pela legenda em mais de duas décadas governando o Estado. “Nunca gastamos mais do que arrecadamos. Como senador, então, poderei ajudar a fazer essa redistribuição de forma mais isonômica.”

Na entrevista, Trípoli falou sobre a consolidação de sua candidatura. Além dele, o PSDB também lançou a deputada federal Mara GabrilLi, já que, neste ano, o Estado vai eleger dois senadores. Ele acredita que seu histórico dentro do partido o ajudou. “Sou da fundação do PSDB. Fui vereador, deputado estadual, deputado federal…”, disse. 

Ele ainda destacou sua relação com Mário Covas – nesta eleição, um dos adversários de Trípoli é justamente o filho do ex-governador, Mário Covas Neto, que, após romper com o PSDB, filiou-se ao Podemos. “Comecei na política em 1982, sendo secretário de Covas quando ele assumiu a Prefeitura de São Paulo. Depois, quando ele virou governador, fui seu primeiro líder na Assembleia Legislativa”, afirmou o candidato, que conta com apoio do atual prefeito de São Paulo, Bruno Covas (PSDB), neto do ex-governador e sobrinho de Covas Neto.

Ligado a questões ambientais, Trípoli também pretende colocar a proteção animal na ordem do dia das discussões do Senado. O objetivo, segundo ele, é convencer que a causa é também uma questão de saúde pública.

EXPECTATIVA

Questionado sobre o atual cenário na corrida pelo Senado, em que pesquisas de intenções de votos o colocam em sexto lugar, Trípoli se mostrou confiante. “Esta é uma eleição definida na última semana de campanha e São Paulo vai eleger dois senadores”, declarou. “E é uma eleição mais criteriosa. O povo quer alguém que lute pelo Estado, não pelo partido”, afirmou, dizendo que a prática à qual crítica foi marcante nos mandatos de senador de Eduardo Suplicy (PT), líder nas pesquisas na corrida ao Senado e seu adversário direto na disputa.

SÉRIE

O LIBERAL tem feito, ao longo do período de campanha, uma série de entrevistas com os candidatos ao Senado por São Paulo. Além de Trípoli, já foram entrevistados Suplicy, Covas Neto, Major Olímpio (PSL), Mara Gabrilli, Diogo da Luz (Novo) e Jilmar Tatto (PT).

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