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Bolsonaro afirma que não vai aumentar impostos e sim melhorar a gestão

DA REDAÇÃO – ARAÇATUBA

Na sexta-feira o presidenciável Jair Bolsonaro (PSL), líder nas pesquisas de intenção de voto, que estava internado no Hospital Albert Einstein, em São Paulo, recuperando-se de facada sofrida no dia 6 de setembro, em Minas Gerais, concedeu entrevistas aos jornalistas José Luiz Datena (Band) e Boris Casoy (Rede TV). Nas duas entrevistas o candidato respondeu a todas as perguntas e fez questão de frisar que não iria fugir das respostas. Bolsonaro garantiu que não vai criar ou aumentar impostos e que vai garantir dinheiro que melhoria na gestão e evitando roubos e desvios. “Esta é uma situação sine qua non” (essencial), disse o deputado e candidato a presidente. Ontem à tarde, Bolsonaro deixou o hospital, mas disse que não vai para as ruas fazer campanha. Ficará de repouso em casa.
O presidenciável foi questionável sobre uma reportagem da Veja em que aborda sua separação conjugal. Ele disse que esse é sempre um momento de tensão e que a ex-mulher já havia feito os esclarecimentos e que teria dito muitas inverdades. Abordou também a questão da violência contra a mulher. Bolsonaro disse que da mesma forma que há mulheres contrárias, há mulheres que o defendem. Citou o seu problema com a deputada Maria do Rosário. “Ela estava defendendo menores estupradores”, explicou.
Quanto ao seu agressor, Adélio Bispo. “A letra fria da lei. Como parlamentar vou continuar trabalhano para que as penas sejam agravadas. Para mim tentativa de homicídio e homicídio não há diferença. Eu estou vivo por milagre. Eu espero que ele seja condenado à pena máxima”, disse o candidato sobre o seu agressor.

CONSIDERAR ELEITO
Jair Bolsonaro disse que se levar em consideração o carinho popular e as manifestações populares, já se considera eleito. “Da forma como o povo me trata, já considero a fatura liquidada no primeiro turno”, disse o candidato, reafirmando que não acredita nas pesquisas que estão aí. “A minha pesquisa é como o povo me trata nas ruas. Sou aplaudido onde quer que eu vá”, afirmou.

MODERAÇÃO DO VICE
O general Mourão, candidato a vice de Bolsonaro tem causado constrangimentos por determinadas posições. “Recomendamos a todos que moderassem as palavras. Como não têm como me pegar, vão pegar quem está ao meu lado para me atingir”, disse o candidato. Bolsonaro citou o caso do 13º salário, como o terceiro episódio do general Mourão. “Falei para ele não falar mais. Não dê mais palestras. Ao ser questionado como é um capitão falar neste tom com um general, Bolsonaro foi rápido. “Neste caso eu não sou capitão e ele não é general. Somos soldados do Brasil e assim vamos tratando, juntos buscando um Brasil melhor para todos. O general precisa evitar mais contato com a imprensa devido ao fogo amigo que acaba pegando para o nosso lado.

MINISTRO DA ECONOMIA
Quanto ao consultor para assuntos econômicos, Paulo Guedes, Bolsonaro disse que a situação foi diferente. Havia estudos sobre alíquota do Imposto de Renda, mas reconheceu que houve deturpação das informações, como se todos fossem pagar 20%. Segundo Bolsonaro, Guedes disse que é preciso diminuir a quantidade de impostos, nem que seja para criar a CPMF. “Ai ele pecou por falar um palavrão, que é a CPMF, da qual fui um dos lutadores para sua revogação. A proposta dele é muito boa, mas sem CPMF, obviamente”, acrescentou o candidato.

TRABALHO EM EQUIPE
Ao ser questionado sobre posições divergentes entre ele, Paulo Guedes e o general Mourão, Bolsonaro afirmou que tem seus consultores para vários assuntos e os procura, quando necessário. Porém, é um trabalho em equipe que está sendo ajustado. “Todos têm liberdade de apresentar propostas, mas vão passar pelo meu crivo”, garantiu.]

CARGA TRIBUTÁRIA
Segundo Bolsonaro, quando começou a discutir a questão econômica, foi apresentado o quadro ao economista Paulo Guedes. “Dá para resolver isso sem aumentar a carga tributária. Ou melhor, com redução”, teria indagado Bolsonaro ao consultor. A resposta foi positiva. “Estamos conversando e alinhando o pensamento. Na privatização, por exemplo, tínhamos posições diferentes. Já está definido que Banco do Brasil e Caixa Econômica não serão privatizados por serem estratrégicos”.

CONTRA O ABORTO
“Eu sou contra o aborto. A vida nasce na concepção. Este foi meu trabalho no Congresso. Como presidente, se a Câmara ou o Senado aprovarem o aborto, eu veto a proposta. Se a Câmara ou o Senado derrubarem o veto, paciência”, disse.

RELAÇÃO COM O CONGRESSO
Bolsonaro afirmou que vai mudar a relação com o Congresso. “Nenhum partido médio se coligou comigo”, afirmou. “O Centrão é um agrupamento de partidos fisiológicos”, afirmou. Ele disse que normalmente o presidente eleito se reúne com líderes de 12 partidos para negociar ministérios e diretorias. “Chamam isso de governabilidade. Eu chamo isso de roubabilidade. Isso tem de deixar de existir. Um governo sério e honesto deve escalar um time que dê satisfação às necessidades do povo”.

FIM DO TOMA LÁ DÁ CÁ
Para Bolsonaro, é possível estabelecer uma agenda de atendimento às necessidades do estado, sem o toma lá dá cá.”Não podemos continuar fazendo esta política feita até hoje. Isso leva à ineficiência do Estado e à corrupção. Quando falo em deputados honestos, são deputados que não querem conversar com o Sérgio Moro em Curitiba. Nós queremos resgatar o Congresso”, afirmou.

QUESTÃO DE SEGURANÇA
“Sou capitão do Exército. O Exército será tratado com dignidade que não foi tratado nos últimos anos. Lembram das Forças Armadas para tudo e em outros momentos são esquecidos. Não é só as Forças Armadas, como também as polícias Civil e Militar serão resgatadas de forma que possam se orgulhar cada vez mais da sua carreira.]

AUSTERIDADE
O candidato admitiu que pode faltar dinheiro para tudo isso. “Ao fazer uma administração de forma correta, com gestão adequada, sobra dinheiro porque tapa o ralo da corrupção”, disse Bolsonaro, frisando que outros presidentes falaram isso, mas estavam aliados com o que havia de pior na política. “Não adianta eles falarem o que estou falando, porque eles não têm liberdade. Estão aliados ao Centrão e ao PT. O Centrão se uniu em troca de alguma coisa. Nós sabemos que coisa é essa. São os bens do poder público. Comigo não tem isso. Não tenho contato com ninguém”, acrescentou.

DÍVIDA PÚBLICA
De acordo com o candidato, há proposta para início do pagamento da dívida pública. “O dinheiro virá da desoneração, da desburocratização, fazer comércio com o mundo todo sem o viés ideológico. Você aumenta o emprego. Ao jogar pesado na segurança você aumenta a receita que vem por parte do turismo. Buscar agregar valor naquilo que produzimos. O Brasil não pode continuar exportando um navio de minério de ferro e receber uma carga de aço ou meia dúzia de laptops. Temos que agregar valor. Temos de investir em energia. Vamos atender a bancada ruralista, que trabalha e nos dá superavit na balança comercial. Fundir o Ministério do Meio Ambiente com a Agricultura para acabar com esta briga. É fundir o Ministério do Planejamento com a Fazenda, para que tenhamos um superministro que possa planejar e executar a contento o orçamento. Estes ministérios solteiros cada partido tem um deles. Cada partido vê o seu interesse e não o interesse da nação”, afirmou.

IMPOSTOS
“Esta é uma condição sine qua non para o nosso economista, até porque nós atravessamos a curva de Laffer (uma representação teórica da relação entre o valor arrecadado com um imposto a diferentes alíquotas) há mutito tempo. Se aumentar a carga tributária, a arrecadação diminui. Ninguém aquela mais pagar imposto no Brasil”, finalizou.

 

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