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Vereador denunciado por assédio agride mulheres e uma está grávida

ARNON GOMES/ANTÔNIO CRISPIM – ANDRADINA

O vereador Mário Cardoso, o Mário Gay (PPS), de Andradina, voltou a se envolver em denúncia de violência no final da tarde de ontem. Ele agrediu a professora Luciana Pimenta e a jornalista Luana Carvalho, que está grávida de seis meses. Os três foram para a Delegacia de Defesa da Mulher, onde foram elaborados boletins de ocorrência.
Imagens obtidas pela reportagem mostram o vereador cometendo o ato perto da sede do Legislativo. No final da tarde dessa terça-feira, Luciana Pimenta, mãe do ex-assessor, estava em frente ao Jornal da Região (próximo à Câmara), onde deveria dar entrevista. Ao ver a professora, Mário Gay começou a xingá-la. Luana, que estava na redação, foi ver o que ocorria e começou a filmar. O vereador não gostou e arremessou pedaço de tijolo. A jornalista se esquivou. A partir daí, Mário Gay atacou Luciana Pimenta e a feriu com mordida no braço. Houve revide.
A polícia foi acionada e todos foram levados à Delegacia de Defesa da Mulher. Luana disse que cobre a Câmara desde 2014 e jamais teve qualquer problema com vereadores. Porém, já foi ameaçada por Mário Gay. “Na primeira sessão deste ano, ele me ameaçou de morte”, disse a jornalista, que registrou Boletim de Ocorrência na à época.
CEI
A agressão às mulheres aconteceu um dia após apresentação de relatório pela CEI (Comissão Especial de Inquérito) criada em março na Câmara Municipal para investigar Mário Gay, denunciado por ter assediado um ex-assessor. O grupo decidiu pedir o afastamento do parlamentar por 90 dias para que uma CP (Comissão Processante) decida se cassa ou não o mandato dele.
As denúncias contra Mário Gay foram apresentadas ao Legislativo por um grupo de mulheres no começo do ano. O representante do PPS vem se envolvendo, desde o começo da atual legislatura, no ano passado, em uma série de polêmicas. Primeiro, foi o áudio gravado por um ex-assessor que o denunciou por assédio sexual. Depois, casos de tentativas de agressão contra mulheres.
Um desses episódios se contra mulheres que protestavam contra a presença dele na Câmara. O clima esquentou e um assessor chegou a tirá-lo do plenário. O clima tenso continuou na parte externa da sede do parlamento.
Segundo o relator da CEI, vereador Edgar Dourado Matos (PSDB), a votação dos pedidos da comissão deve ocorrer na próxima sessão, segunda-feira que vem. “Em razão das provas e dos depoimentos colhidos, decidimos pedir a abertura de uma CP e o afastamento do vereador”, disse Edgar.

Situação de parlamentar na Justiça pode ter desfecho neste mês

As denúncias contra Mário Gay levaram o Ministério Público a ingressar, também no primeiro semestre deste ano, com ação por ato de improbidade administrativa contra ele. No dia 6 de julho, a Justiça o tornou réu em processo referente ao caso de assédio contra um ex-assessor.
De acordo com a promotora Regislaine Topassi, logo que foi eleito para a atual legislatura, Mário indicou K.P.M para o cargo de assessor de gabinete. Já no exercício do cargo, o parlamentar teria começado a assediar o funcionário, com o objetivo de manter relações sexuais com ele, sob ameaça de demissão. A prática, segundo Regislaine, ocorria no próprio gabinete do parlamentar, por meio de mensagens de voz ou de texto enviadas pelo celular e ainda via Facebook. Após o caso ter sido denunciado à Polícia, K.P.M. foi exonerado.
Para a promotora, o episódio caracteriza improbidade pelo fato de o praticante se valer de sua condição superior hierárquica em relação à vítima. Ela argumenta ainda que a prática de improbidade pode ser atribuída à violação dos princípios da constitucionais da moralidade, impessoalidade e legalidade.
Conforme O LIBERAL REGIONAL noticiou há duas semanas, no próximo dia 22, será realizada no Fórum de Andradina, audiência de conciliação entre as partes envolvidas no caso. Se acatada pela Justiça, a denúncia do MP pode resultar na cassação do mandato do parlamentar, suspensão dos seus direitos políticos, pagamento de multa de até cem vez sua remuneração enquanto agente político e na proibição de contratar com o poder público.

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