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Planejamento e investimentos levaram Três Lagoas ao “SUS que funciona”

DA REDAÇÃO – TRÊS LAGOAS

Tratar a saúde pública como prioridade, trabalhando com planejamento, prioridade nos investimentos, parcerias estratégicas e atendimento humanizado. É esta a receita que a Prefeitura Municipal de Três Lagoas tem adotado para melhorar a assistência no setor e fazer o SUS (Sistema Único de Saúde) funcionar, ganhando inclusive papel de destaque em nível nacional.
Na edição desta segunda-feira (1o.) do Jornal Nacional, da TV Globo, reportagem usou o exemplo de Três Lagoas para demonstrar que “o Brasil que queremos” é possível e até já existe em alguns lugares. O projeto da maior rede de televisão do país procurou identificar, junto à população, os cinco maiores problemas a serem enfrentados pelos gestores públicos no Brasil, entre eles a Saúde.
Em Três Lagoas, o destaque foi o funcionamento de unidades de Estratégia de Saúde da Família (ESF), onde o chamado índice de resolutividade chega a 90%, conforme explica a secretária municipal de Saúde, Maria Angelina Zuque. Isso quer dizer que, em média, a cada 100 pacientes atendidos, até 90 deles têm os casos resolvidos ali mesmo, perto de casa, sem precisar ir às unidades de urgência ou hospitais.
O foco em melhorar a atenção básica, ou seja, o primeiro serviço de atendimento a que a população tem acesso na saúde pública, faz com que a demanda nas demais unidades seja reduzida. “A atenção básica é a ordenadora de toda a rede”, detalha a secretária.
Angelina Zuque ressalta que as equipes de Saúde de Família, que contam com agente comunitário de saúde, médicos e dentistas, também atuam fortemente nas ações preventivas e educacionais.
No Ranking da Saúde 2018, divulgado pela Firjan e citado na reportagem do JN, Três Lagoas tem o 476o. melhor índice do Brasil e o 5o. de Mato Grosso do Sul, ficando inclusive à frente de Campo Grande, que aparece em 9o.
Para chegar a alta resolutividade na atenção básica em Três Lagoas, foi preciso primeiro fazer um diagnóstico do sistema municipal de saúde e, depois, elaborar e colocar em prática um planejamento. Tudo com carta branca dada pelo prefeito, Angelo Guerreiro (PSDB).
“Fizemos um diagnóstico e levamos para o prefeito, que nos autorizou, e assim estamos conseguindo resolver os problemas”, diz Angelina Zuque. Entre as medidas adotadas, ela cita o investimento em recursos humanos, com implantação da carga horária de 40 horas para profissionais do setor; a instalação do segundo consultório odontológico nas unidades básicas e de saúde da família; ampliação do horário dos postos; ativação de oito novas farmácias públicas; melhorias no sistema de agendamento de consultas e na metodologia de atendimento.
Na prática, significa dizer que em Três Lagoas não há fila para agendar consulta por exemplo. “Fizemos de forma que nas unidades de Saúde da Família e UBS (Unidade Básica de Saúde) você consegue marcar consulta para o mesmo dia, então trabalhamos com 60% de agendamento e 40% de demanda espontânea”, explica a secretária.
Estas mudanças significaram também a revisão do volume de investimentos. No ano passado, 27% da arrecadação municipal foi destinada à saúde, percentual que chega a 24% este ano. Em ambos os casos, muito acima dos 15% preconizados pela lei brasileira, como lembra a secretária.
Um dos reflexos está no aumento do número de pessoas atendidas. De janeiro a setembro de 2017, somente a rede de atenção básica – engloba as UBSs e Estratégia de Saúde da Família – fez 116 mil atendimentos, número que saltou quase 30%, chegando a 150 mil no mesmo período deste ano.
Concurso e parcerias
Além das medidas priorizando a atenção básica, Angelina Zuque explica que a partir de agora o foco na saúde volta-se à chamada média complexidade, ou seja, atendimentos que envolvem principalmente as especialidades médicas. Para isso, o município de Três Lagoas lançou um concurso público com 300 vagas, muitas para médicos especialistas.
Na alta complexidade, o município tem atualmente o Hospital Auxiliadora como principal parceiro. “Temos que dar às mãos e de fato trabalhar em parceria, porque nosso cliente é o mesmo”, diz a secretaria.
“A parceria com o hospital facilita para que realmente dê tudo certo. Tem um fluxo muito bom de pacientes e a resolutividade é muito boa, é diferente de qualquer SUS que você conhecer, é impecável”, elogia Angelina Zuque.

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