Justiça realiza julgamento de PM suspeito de matar estudante

Após um ano, três meses e 21 dias, a Justiça de Araçatuba realiza nesta quarta-feira (07), o júri popular do policial militar Vinícius Oliveira Coradim Alcântara, 22 anos, acusado de matar com um tiro o jovem Diogo Belentani, filho do ex-comandante do CPI-10 (Comando De Policiamento do Interior) de Araçatuba Armando Belentani Filho. O crime ocorreu no dia 15 de julho de 2017.

O júri terá início às 9h no Fórum do município e não tem hora para terminar. O juiz Dr. Henrique de Castilho Jacinto, primeiramente, dará oportunidade para que as testemunhas sejam ouvidas, sendo cinco de acusação e as outras cinco de defesa. Na sequência, o réu será interrogado. Em seguida, o promotor de Justiça, Adelmo Pinho, terá 1h30 para falar, mesmo tempo que a defesa de Alcântara poderá se manifestar. Por fim, o promotor e o advogado terão mais uma hora cada um.

Por meio de nota, a família de Belentani informou que espera por justiça. “A família da vítima Diogo Belentani aguarda a realização do júri popular, na quarta-feira (07), e espera que a justiça seja feita. Infelizmente, nada trará Diogo de volta, mas a verdade e a justiça trarão algum conforto para aqueles que eternamente sentirão sua falta.”

Em janeiro deste ano, a primeira audiência do caso foi realizada. Na ocasião, o policial militar, que atualmente encontra-se preso no presídio Romão Gomes, da PM, confessou ter atirado na vítima, mas manteve a versão de que o tiro teria sido acidental. Além disso, o réu revelou que alterou a cena do crime, colocando a arma de fogo nas mãos de Belentani após o disparo.

Na versão inicial, Alcântara informou que o tiro foi dado no momento que ele tentou tirar a arma das mãos de Belentani, fato que foi desmentido no decorrer das investigações pela polícia. Por isso, o caso que havia sido registrado como homicídio culposo, transformou-se em doloso e foi pedida a prisão preventiva de Vinícius. Se condenado, pode pegar até 38 anos de prisão.

ASSASSINATO

O acusado e a vítima eram amigos e participavam de um churrasco em uma chácara na Rua Baguaçu no dia 15 de julho de 2017, quando a arma do PM disparou e o tiro atingiu o peito do estudante. Ele chegou a ser socorrido, mas não resistiu ao ferimento. A versão de uma testemunha dava conta que o rapaz havia cometido suicídio, mas uma semana depois ela conformou em novo depoimento que mentiu por ordem do PM.

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