Araçatuba

Araçatuba registra a menor taxa de mortalidade infantil em três anos

Araçatuba registrou, em 2017, sua menor taxa de mortalidade infantil em três anos. A conclusão está em pesquisa da Fundação Seade (Sistema Estadual de Análise de Dados) divulgada ontem.
De acordo com o estudo, no último ano, a cidade registrou média de 11,42 óbitos por mil nascidos vivos. O levantamento divulgado nessa segunda-feira, ao mesmo tempo, revelou uma interrupção numa trajetória de três anos consecutivos de aumento na estatística. Em 2013, a taxa estava em 6,98. No ano seguinte, chegou a 7,55. Já em 2015 e 2016, havia disparado para 11,71 e 13,07, respectivamente.
O indicativo de Araçatuba no ano passado, entretanto, supera a média estadual, que foi de 10,74 mortes a cada mil pessoas nascidas. Na mesma situação, encontram-se outras 21 cidades da região administrativa de Araçatuba: Andradina, Bilac, Birigui, Brejo Alegre, Buritama, Castilho, Coroados, Gabriel Monteiro, Guaraçaí, Guararapes, Itapura, Lavínia, Lins, Murutinga do Sul, Nova Castilho, Penápolis, Promissão, Rubiácea, Santo Antônio do Aracanguá, Santópolis do Aguapeí, Turiúba e Valparaíso – confira os dados no quadro abaixo.
Conforme o estudo, outras 16 cidades dessa microrregião do Estado, a maioria de pequeno porte populacional, não registraram taxa de mortalidade infantil. O destaque nessa análise fica para o fato de Ilha Solteira estar entre as 16 – com 26,5 mil habitantes, o município é um dos dez mais populosos da região.
Indicador que relaciona as mortes ocorridas entre crianças menores de 1 ano com o número de nascidos vivos em determinado momento do tempo, a taxa de mortalidade infantil é bastante utilizada para se analisar as condições de vida da população, especialmente aquelas relacionadas à saúde.
Ainda em Araçatuba, maior cidade da região, a diretora de Atenção Básica à Saúde, Cida Nava, destaca pelo menos cinco pontos que favoreceram a queda na mortalidade: em 2017, houve intensificação no acompanhamento pré-natal; revisão do protocolo de atendimento à gestantes; disponibilização de teste rápido de gravidez; fortalecimento da realização do teste rápido, detectando e tratando precocemente doenças como HIV, Sífilis e hepatites B e C; e reuniões do Comitê de Prevenção de Mortalidade Materno-Infantil.

Mais de 6 mil crianças menores de 1 ano morreram no Estado em 2017

Ao longo de todo o ano passado, o Estado registrou 6.569 óbitos de crianças menores de um ano, o que resultou em uma taxa de mortalidade infantil de 10,74 óbitos por mil nascidos vivos. Conforme a Fundação Seade, responsável pelo estudo, desde 1900, a taxa saiu de altos índices, oscilando de 150 e 250 óbitos de menores de um ano a cada mil nascidos vivos, para tendência de queda contínua a partir da década de 1940.
Os dados foram elaborados com base nas informações dos Cartórios de Registro Civil de todos as cidades paulistas. A mortalidade neonatal precoce (até seis dias de vida) passou de 22,5 óbitos por mil nascidos vivos em 1975, para 5,4 por mil em 2017, reduzindo 76%. Já a taxa de mortalidade pós-neonatal (28 dias a 11 meses) caiu 94%, ao sair de 48,7 por mil nascidos vivos, para 3,2 por mil no mesmo período. Hoje, os óbitos neonatais precoces representam 50% do total das mortes infantis, enquanto as ocorridas no período pós-neonatal chegam a 30%.
A fundação ainda destaca que, nos anos recentes, as causas perinatais e malformações congênitas representam a quase totalidade dos óbitos neonatais precoces, com participações de 78% e 21%, respectivamente. Já os óbitos pós-neonatais têm as malformações congênitas como a causa de morte mais importante (26%), seguida das causas perinatais (14%), do aparelho respiratório (11%) e das infecciosas e parasitárias (10%).
Em 2017, dos 645 municípios, 182 não registraram nenhum óbito infantil, enquanto 273 tiveram taxas superiores à do Estado e 163 municípios tiveram taxas com apenas um dígito, ou seja, inferiores a 10 óbitos por mil nascidos vivos.

 

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ARNON GOMES
Araçatuba

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