Araçatuba

Na região de Araçatuba, 17 municípios estão em situação de alerta ou risco

Na quarta-feira (12), o Ministério da Saúde divulgou o novo Levantamento Rápido de Índices de Infestação pelo Aedes aegypti (LIRAa) de 2018. Os números mostram que no estado de São Paulo, 250 cidades estão em situação de alerta ou risco de surto de dengue, zika e chikungunya. O ministério aponta que nas cidades com índice abaixo de 1%, a situação está sob controle, entre 1% e 4%, situação de alerta e acima de 4%, situação de risco. Das 250 paulistas com índice acima de 1%, 208 estão em alerta e 42 em risco de surto das doenças. Outras 388 estão em situação satisfatória e outros cinco municípios utilizaram armadilha, metodologia utilizada quando a infestação do mosquito é muito baixa ou inexistente. Na região de Araçatuba, com 43 municípios, 16 estão em situação de alerta e Araçatuba, com 5,1%, está em situação de risco.
Ao anunciar os dados do Liraa e entregar caminhonetes para combate ao Aedes agypti, o ministro da Saúde, Gilberto Ochi, fez um balanço dos avanços da saúde nos últimos anos Occhi, destacou que, “desde 2016, o Governo Federal vem ampliando os recursos destinados à prevenção e combate ao mosquito Aedes, o que tem impulsionado o aumento da participação dos municípios no LIRAa. São investimentos em repelentes, orientações, pesquisas, e na oferta de veículos”, ressaltou o ministro. Ainda segundo ele, esses investimentos têm “proporcionado aos estados e municípios a possibilidade de intensificar seus trabalhos preventivos de identificação e eliminação de criadouros do mosquito”, disse Occhi.

DADOS EPIDEMIOLÓGICOS

DENGUE
Até 3 de dezembro, foram notificados 241.664 casos de dengue em todo o país, um pequeno aumento em relação ao mesmo período de 2017 (232.372). Em comparação ao número de óbitos, a queda é de 19,3% em relação ao mesmo período do ano anterior, passando de 176 mortes em 2017 para 142 neste ano.

CHIKUNGUNYA
Até 3 de dezembro, foram notificados 84.294 casos de chikungunya em todo o país, redução de 54% em relação ao mesmo período de 2017 (184.344). Em comparação ao número de óbitos, a queda é de 81,6% em relação ao mesmo período do ano anterior, passando de 191 mortes em 2017 para 35 neste ano.

ZIKA
Até 3 de dezembro, foram notificados 8.024 casos de zika em todo o país, redução de 53% em relação ao mesmo período de 2017 (17.025). Neste ano, foram quatro óbitos por Zika.
(Com informações assessoria Ministério
da Saúde).

Infestação do mosquito na região causa preocupação

PrintNa região de Araçatuba, composta por 43 municípios, há problemas com o Aedes agypti em 17 cidades. Porém, apenas Araçatuba está em risco para dengue e demais doenças transmitidas pelo mosquito. O índice larvário está acima de 5%. Em Pereira Barreto, onde uma pessoa morreu com suspeita de dengue hemorrágica e outra está internada com a mesma suspeita, o índice está em 1,0%. Mesmo assim, as autoridades estão preocupadas devido aos problemas registrados.
A Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo informa que o Estado registrou neste ano, até 4 de dezembro, 10,7 mil casos e 6 óbitos de dengue, conforme dados informados pelos municípios paulistas. O número é aproximadamente 99% inferior ao ano de 2015, quando houve recorde de infecções. Em 2016 houve 162.947 e, no ano passado, 6.269. Ou seja, este ano já registrou aumento de 70% em relação ao ano passado.
Na região de Araçatuba, em 2018, até o momento, foram registrados 792 casos e nenhum óbito (o caso de Pereira Barreto ainda não foi confirmado oficialmente). Conforme dados inseridos pelos municípios no Sinan (Sistema de Informações de Agravos de Notificação).
“Conforme diretriz do SUS (Sistema Único de Saúde), o trabalho de campo para combate ao mosquito Aedes aegypti compete primordialmente aos municípios. O Estado presta auxílio por meio de treinamentos técnicos, além de apoio, sempre que necessário, do efetivo da Sucen (Superintendência de Controle de Endemias) para ações de nebulização, entre outras. O apoio da população é fundamental para evitar focos do mosquito transmissor da dengue, uma vez que cerca de 80% dos criadouros estão em residências”, diz Nota da Secretaria da Saúde.

 

LINS

Print

Na região de Lins, a situação está preocupante. Dos 10 municípios, apenas Uru está sem índice larvário. Os demais municípios apresentam situação de risco ou alerta. Os municípios de Cafelândia, Guarantã, Guaimbê e Pongaí estão em situação de alerta devido ao elevado índice larvário e podem enfrentar epidemia de dengue nos próximos meses. Já Getulina, Guaiçara, Lins, Promissão e Sabino, estão em situação de alerta, com índive larvário entre 1% e 4%.

 

DRACENA

Print
Na região de Dracena, composta por 10 municípíos, o quadro também é preocupante. Apenas Monte Castelo (0,8%) e Dracena (0,9%) estão fora da área de risco. Santa Mercedes, Pauliceia e Ouro Verde estão em situação de risco, podendo enfrentar muitos casos da doença nos próximos meses. Junqueirópolis, Nova Guataporanga, Panorama, São João do Pau D’Alho e Tupi Paulista estão em situação de alerta. Precisa adotar medidas para evitar a proliferação do mosquito.

 

Três Lagas e mais sete municípios de Mato Grosso do Sul com risco de surto de dengue

aedes-01 - mato grosso.jpg

No estado de Mato Grosso do Sul, 39 cidades estão em situação de alerta ou risco de surto de dengue, zika e chikungunya devido ao índice larvário, conforme foi divulgado pelo Ministério da Saúde na quarta-feira. Desse total, 8 estão em risco de surto das doenças. Outras 31 cidades aparecem em alerta e 40 estão em situação satisfatória.
Em Três Lagoas, no acumulado do ano de 2018, incluindo a 49ª semana epidemiológica, que se encerrou na sexta-feira (7), foram notificados 2.443 casos suspeitos de Dengue. Desse total, mil (1.000) dos casos notificados já foram descartados, porque obtiveram resultado laboratorial negativo, e 652 foram confirmados como casos positivos, também por exames laboratoriais .
Devido ao aumento expressivo da notificação de casos suspeitos da doença, 1.039 em novembro e 202 nos primeiros dias de dezembro, a Secretaria da Saúde e outros setores da administração estão intensificando ações para reduzir os possíveis criadouros do mosquito Aedes agypti.
Entre as ações, destacam-se campanhas de orientação, combate químico com borrifação de inseticida e rigor na fiscalização de terrenos baldios.

ANTÔNIO CRISPIM
Araçatuba

Comment here