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Prefeitura tem projeto para acabar com enchentes e urbanizar Lagoa das Flores

ANTÔNIO CRISPIM – ARAÇATUBA

Durante muitos anos os moradores vizinhos da Lagoa das Flores sofreram com as constantes inundações. A Associação de Moradores do Jardim América, onde está a lagoa, vem lutando há muito tempo para resolver a questão. Há alguns anos, uma medida idealizada pelo engenheiro Sandro Cubas Botelho reduziu os riscos de enchentes. Agora, a Secretaria de Planejamento Urbano e Habitação tem projeto para acabar com os riscos de inundação e urbanizar toda a área, com a construção de pistas de caminhada e play ground. O projeto, orçado em aproximadamente 800 mil, deve ser desenvolvido em parceria com uma empresa que tem extensa área na região e cujo loteamento foi embargado pela justiça há muitos anos.
Segundo o secretário de Planejamento Urbano e Urbanismo, Tadeu Consoni, o problema existe há mais de duas décadas. Há informações de que uma área alagadiça que fazia a contenção da água chegar à Lagoa das Flores foi aterrada para loteamento. Porém, houve ações na justiça e o loteamento não foi adiante. Como a área foi aterrada, começaram agravar as inundações da lagoa das flores.
As últimas enchentes foram em dezembro de 2009 e início de 2010, quando várias casas foram inundadas e moradores tiveram elevados prejuízos. Depois disso, como medida paliativa, foi construído um barranco de contenção com drenos (ladrões). A água pluvial de uma bacia de aproximadamente 70 hectares (Palmeiras, Planalto, Bela Vista e outros bairros) desce para esta área. Pelo sistema de treno, a água passa sobre a Rua José Caetano Ruas, que separa a área de contenção e chega à Lagoa das Flores, de onde é escoada por galerias para o Córrego Machadinho. Além da vazão por gravidade, há o reforço com sistema de bombeamento com motor a diesel.
O sistema tem funciona satisfatoriamente, como afirmaram diretores da Associação de Moradores do Jardim América, Vânio Pereira e Pedro Paulo Galeano. Eles lembram a luta para impedir o loteamento e o trabalho para evitar as enchentes.
INICIATIVA PRIVADA
O secretário Tadeu Consoni explicou que a orientação do prefeito Dilador Borges é resolver passivos existentes, preferencialmente com a participação do setor privado. “O prefeito entende que o setor privado precisa obter lucros, mas não pode deixar os problemas para a Prefeitura”, explicou.
Segundo Tadeu, o loteamento original tem 266 lotes de aproximadamente 300 metros quadrados cada. Elaboramos um projeto e apresentamos à empresa dona da área. Pelo nosso projeto, a empresa cede 10 lotes e o município entra com uma área pública. Nesta espaço, será construído um lago de contenção dentro de critérios técnicos, com passagem da água para a Lagoa das Flores, onde será instalado um conjunto de motobombas para lançar a água para a galeria. O custo deste trabalho, orçado em aproximadamente R$ 800 mil, pela proposta deve ser arcado pela empresa.
“Pelo que foi proposto, com a execução desta obra, o município libera o restante da área do loteamento. Assim a empresa poderá comercializar o lotes, recuperando o que investiu. Desta forma eliminamos um problema sério com um passivo na área urbana, acabando com o risco de inundação e também criamos mais um espaço de lazer para a população. A empresa ganha com a possibilidade de levar adiante o loteamento em uma área de alto valor imobiliário”, disse Consoni.
O secretário disse que o projeto e a proposta foram apresentados aos diretores da empresa, que estão analisando a viabilidade. Consoni se mostrou otimista e disse que todo o governo municipal quer a solução deste problema que já vem desafiando sucessivas administrações.

A5 Lagoa das Flores inundada.JPG

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